O câncer de pulmão ainda é a principal causa de morte por câncer no mundo. Um dos motivos é que a doença costuma ser descoberta em fases mais avançadas, quando as possibilidades de tratamento já podem ser menores.
É aí que entra o rastreamento.
Para pessoas com maior risco, o exame utilizado não é o raio-X de tórax, mas a tomografia computadorizada de baixa dose, capaz de identificar pequenas alterações pulmonares antes mesmo do aparecimento de sintomas.
Atualmente, a American Cancer Society recomenda o rastreamento anual para pessoas entre 50 e 80 anos, que fumam ou já fumaram e têm histórico de pelo menos 20 anos-maço — por exemplo, um maço por dia durante 20 anos.
Um detalhe importante: rastrear não significa sair procurando câncer em todo mundo. Significa identificar quem realmente tem maior risco e acompanhar essas pessoas de maneira adequada.
Na cirurgia torácica, essa diferença de tempo é muito importante. Encontrar um tumor ainda pequeno e localizado pode ampliar consideravelmente as possibilidades de um tratamento com intenção curativa.